A inovação e o progresso que chegam com a inteligência artificial (IA) têm caminhado de maneira cada vez mais rápida e surpreendente. Por isso, não é difícil adivinhar que em 2018 o mundo não será mais o mesmo de antes.

A seguir, veja as previsões para 2018 que Bernard Marr, o autor e palestrante mais vendido em negócios, tecnologia e grandes dados, escreveu para a Forbes.

1. Menos alarde e mais ação
Toda tecnologia inovadora e disruptiva gera expectativas, comentários e especulações, especialmente da mídia. Com a inteligência artificial, que há muito tempo mexe com o imaginário coletivo, nem se fala.

Em 2018, espera-se que comecemos a ver um progresso real e a concretização de muitos sonhos e ambições que vêm sendo bastante discutidos nos últimos anos.

Os indicadores apontam que os investimentos em desenvolvimento e integração de IA, principalmente na tecnologia da aprendizagem de máquinas, continuam a aumentar em escala. E esses resultados já começam a aparecer, além de computadores que aprendem a superar os seres humanos em jogos de tabuleiro e outros desafios de perguntas e respostas. Então, à medida que a aprendizagem de máquinas e a tecnologia da rede neural assumem tarefas mais rotineiras, 2018 irá caminhar a passos pequenos, mas firmes e seguros.

2. As empresas investirão em projetos de IA como nunca
Com o sucesso dos líderes de mercado que inovaram em 2017, mais e mais empresas devem lançar iniciativas envolvendo inteligência artificial.

Autocondução de carros e navios e avanços médicos para salvar vidas são algumas das inovações que vão se concretizando à medida que a década chega ao fim. E para muitos CEOs e CTOs, é prioridade atuar sobre o potencial de mudança que a tecnologia acaba de tornar possível.

A competitividade e o receio de ficar para trás são um estimulo para que as empresas tenham tanta pressa em implantar inovações em IA, mas se isso for feito sem planejamento, pode acabar gerando também a próxima previsão.

3. Projetos de IA vão falhar, gerando prejuízo
É duro, mas muitos projetos que envolvem uma tecnologia nova e que não foi devidamente testada podem falhar. Afinal, ao se trabalhar com algo que simplesmente não existia até então, podem aparecer dificuldades que não foram previstas, inclusive mudanças legais, econômicas e políticas que podem atravancar o processo.

Até pouco tempo atrás, qualquer iniciativa de IA era muito cara, mas agora, a tendência de soluções “plug and play” como serviço tem aberto portas para empresas com menos recursos e menos preparadas criarem projetos imprecisos. Por outro lado, a abordagem “one-size-fits-all” também pode não se encaixar em determinados modelos de negócio que têm necessidades mais específicas.

4. Na nossa interação com as máquinas, a voz vai prevalecer cada vez mais
No ambiente de negócios, as interfaces conversacionais se tornarão cada vez mais comuns. Isso porque além da voz ser a forma mais rápida e natural do homem se comunicar, os computadores também estão mais habilidosos para nos entender e falar, o que implica em menor investimento de tempo para aprender suas linguagens matemáticas complicadas.

Assim, ao longo de 2018, os algoritmos de processamento de linguagem natural irão se aperfeiçoar e as pessoas, em contrapartida, estarão mais habituadas a ser atendidas por sistemas de voz guiadas por inteligência artificial.

5. Mais robôs para cuidar da nossa saúde
Calma, nada de robôs humanoides em consultórios médicos para nos atender. Pelo menos por enquanto, a inteligência artificial vem chegando de uma forma invisível para os pacientes.

Algoritmos de reconhecimento de imagem vem sendo utilizados para detectar sinais de alerta em exames e até notas manuscritas de médicos. Como essa tecnologia vem sendo bem sucedida até então, agora em 2018 ela deve entrar em uso operacional.

 


Fonte: Forbes