Com crescimento acelerado do desenvolvimento de aplicativos e do gerenciamento de sistemas de TI na nuvem, a arquitetura de construção dos softwares está mudando drasticamente também. Afinal, em alguns tipos de negócio, ficar com o sistema fora do ar enquanto acontece uma manutenção é algo cada vez menos aceitável. Imagine a repercussão negativa e o prejuízo causados em um grande site de comércio eletrônico? Ou de um banco?

Frente a esta nova realidade, os desenvolvedores têm trabalhado com um modelo de arquitetura de aplicativos conhecido por microservices. Sua abordagem é criar serviços de software desacoplados para sistemas não monolíticos, ou seja, os microservices trabalham com funcionalidades que podem ser criadas, implantadas, ampliadas ou reduzidas de forma independente. Assim, atuando de forma descentralizada, proporcionam maior flexibilidade, agilidade e escalabilidade.

Quando misturados com a automação como uma solução de gerenciamento dinâmico, os aplicativos microservices tornam-se serviços que podem ser aproveitados sob demanda e durante sua execução. E mesmo com o sucesso de gigantes como Netflix, Twitter, Ebay e Uber, que todo mundo conhece e acompanha, muitas empresas ainda não sabem por onde começar para ter operações mais eficientes utilizando os microservices.

Projetos e sistemas que até pouco tempo atrás levavam tempo para se concretizarem, hoje, com essa revolução de arquitetura, é possível um desenvolvimento mais rápido, com componentes reutilizáveis, o que permite uma entrega melhor e contínua, já que trabalhando em pequenas unidades tudo fica mais simples para gerenciar, testar e implementar.

Mas para isso é necessário ter uma estrutura de design bem planejada. Cada microservice precisa executar uma única função e ter uma API bem definida. Com os microservices, os desenvolvedores podem construir containers e dividir a aplicação em pedaços menores, o que antes não era possível. Utilizando containers, os desenvolvedores conseguem criar mecanismos de execução eficientes e isolados para cada aplicativo ou serviço.

Outra vantagem é que, com essa natureza independente e distribuídos dos aplicativos, é possível se realizar atualizações contínuas. Ao se detectar um problema, a atualização de um “bug” pode ser desfeita antes que todas as instâncias se atualizem com o código defeituoso. Dessa forma os desenvolvedores podem atualizar o aplicativo com frequência e segurança.

Os microservices também geram dados persistentes, mas os armazenam nos servidores localmente, evitando sobrecarga da rede e a complexidade de operações entre os serviços. Com isso, o processamento fica mais rápido e sem caches.

Concluindo, os microservices podem ser considerados uma revolução na arquitetura, uma vez que os projetos realizados com eles apresentam um desenvolvimento e uma implantação mais rápidos de aplicativos escaláveis, tanto na nuvem quanto localmente. Além disso, a automação flexível por meio de portais APIs é fundamental para que se possa implementar e gerenciar as diferentes aplicações em ambientes multinuvem como os atuais.